Pierre-Henri Gouyon

https://www.franceinter.fr/emissions/la-terre-au-carre/la-terre-au-carre-du-lundi-28-juin-2021

Uma reedição de “A Formação do solo vegetal pela ação dos vermes, com observações sobre seus hábitos” de Charles Darwin, é proposta pelas Edições l’Elan des Mots com um prefácio de Pierre-Henri Gouyon do MNHN

“A Formação do solo vegetal pela ação dos vermes, com observações sobre seus hábitos (título original inglês: The Formation of Vegetable Mould through the Action of Worms, with Observations on their Habits, abreviação às vezes utilizada: Worms) é o título de uma obra de Charles Darwin, cuja primeira edição foi publicada em 10 de outubro de 1881 por John Murray. A editora L’élan des Mots o reeditou e propõe uma tradução atualizada.

Em seu último livro, Charles Darwin presta homenagem a esses valentes pequenos organismos que não são tão insignificantes assim: os vermes. 

Quando vemos uma vasta extensão de gramado, devemos lembrar que sua suavidade, da qual a beleza depende em grande parte, é devida principalmente a todas as desigualdades que foram lentamente niveladas pelos vermes. É maravilhoso pensar que o solo vegetal de toda essa extensão passou pelo corpo dos vermes, e voltará a passar, daqui a alguns anos. O arado é uma das invenções mais antigas e mais preciosas do homem, mas muito antes de ele existir, o solo era regularmente lavrado pelos vermes e continuará a sê-lo. É permitido duvidar que muitos outros animais tenham desempenhado na história do globo um papel tão importante quanto essas criaturas de organização tão humilde. 

Ele os observou dia e noite durante vários anos como um etólogo e um ecólogo para entender o papel que desempenham esses pequenos organismos dotados de inteligência e de uma força muscular na história do globo, sua contribuição para a desagregação das rochas, a denudação do solo, a preservação de restos de antigos edifícios, a preparação do solo para o crescimento do solo, enfim, o papel essencial dos vermes na formação dos solos. 

Tudo sobre esses pequenos vermes surpreendentes

Neste livro inteiramente dedicado a esses animais indispensáveis Charles Darwin propõe a leitura de 7 capítulos: observações, experiências, etologia e ecologia dos vermes em capítulos dedicados ao Hábito dos Vermes, à Quantidade de terra fina trazida à superfície pelos vermes ou ao Papel desempenhado pelos vermes no enterro de monumentos antigos.

Aprendemos que seu processo de digestão da terra, à razão de 10 toneladas por ano em um acre de terra cultivada, daria 320 trilhões de terra, em um milhão de anos, nos 32 milhões de acres de terra cultivada na Inglaterra e na Escócia. Eles têm um sistema muscular bem desenvolvido, são desprovidos de audição, mas sensíveis às vibrações e insensíveis ao hálito de Darwin quando ele mastigava tabaco, mas não às folhas de couve e aos pedaços de cebola…

com: 

Pierre-Henri Gouyon, agrônomo, geneticista e professor no Museu Nacional de História Natural de PARIS que escreveu o prefácio de “A Formação do solo vegetal pela ação dos vermes, com observações sobre seus hábitos” de Charles Darwin, reeditado por L’élan des Mots com uma tradução atualizada.

E Céline Pelosi, ecóloga, especialista em ecologia dos solos e pesquisadora na Inrae.

“A Formação do solo vegetal pela ação dos vermes, com observações sobre seus hábitos” de Charles Darwin, reeditado por L’élan des Mots com uma tradução atualizada.

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